quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Brasil: um brado retumbante de silêncios e ausências




Crédito da ilustração: unisinos.br 

Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, em 2009, o Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3) o que se viu, nas semanas seguintes, foi um metralhar de críticas vindas não apenas dos setores mais conservadores da população, como da imprensa.

O mais ameno que se disse à época foi que o Programa fora montado pela equipe do governo petista sem que a população brasileira houvesse sido consultada.

Verdade?

MENTIRA!

O PNDH foi o resultado de 57 conferências nacionais, centenas de conferências estaduais e municipais; discussões no Senado e na Câmara Federal, e em assembleias legislativas e câmaras municipais; em escolas, seminários e encontros da sociedade civil.

Um de seus temas mais controversos – a saúde da mulher, apelidado de Lei do Aborto – foi aberto à consulta pública (internet) por quase meio ano.

A história se repete

Neste exato momento estão acontecendo em todo País as pré-conferências e as conferências regionais de Direitos Humanos, que antecedem à Conferência Nacional e à Conferência Internacional (Mundial) em dezembro deste ano (ambas ocorrerão em Brasília).

Há um silêncio medonho na mídia e uma ausência total da população que não está participando dos eventos preparatórios.

Serão essas mesmas pessoas quem (assim que forem publicadas as conclusões das conferências de dezembro) irão reclamar da falta de transparência do Governo.

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