sábado, 31 de agosto de 2013

Os EUA vão atacar a Síria (?)



Pode ser. Dos EUA pode-se esperar tudo.

A situação, no entanto, para Barack Obama, se complicou um pouquinho, pois a Grã-Bretanha deu pra trás e a França diz que a coisa vai, mas não vai com tanta sede ao pote assim.

Obama já disse que não irá enviar tropas à Síria.

Apenas usará os drones, aviões invisíveis e aqueles bombardeios a longa distância, bastante usados na gestão do também democrata Bill Clinton.

Invadir a Síria realmente não parece ser uma ideia das melhores.

A Síria não é o Iraque e nem o Afeganistão.

Muito pelo contrário: tem um exército poderoso e bem treinado.

E o País está entulhado de armas de guerra fornecidas pela Rússia e pelo Irã.

Obama ainda joga para plateia.

Mas a sua plateia interna não está querendo comprar a ideia, apesar dos bravos esforços da brava imprensa local.

Ninguém conseguiu esquecer até agora aquela história das armas de destruição em massa do Iraque.

Vender outra lorota – uso de armas químicas – em menos de 20 anos não vai dar.

Mas há outras questões relevantes, e mais importantes, nessa história toda.

A ONU já disse que não dá para saber quem usou as armas químicas na Síria, isso se é que alguém usou.

A Rússia e a China já disseram que não querem ver os norte-americanos soltando suas bombas e dando os seus tiros por lá.

Os russos têm uma base militar na Síria e pelo sim, pelo não já enviaram ao Mediterrâneo dois navios de guerra: um lança-mísseis e um navio equipado para o combate a submarinos.

Vai encarar?

Israel também não está gostando nada dessa história.

Sabe que uma escaramuça bélica vai invadir o seu quintal.

E sabe também que com o Irã, com o Egito e com a Síria não se brinca.

Melhor deixar quieto.

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