quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Apontamentos de quinta-feira: a confusão no mundo continua



O mundo está um bocado confuso. Talvez confuso demais, ou, pelo menos, mais confuso que em outros tempos.

O que é ótimo.

Imagine um mundo todo arrumadinho, todo certinho, onde as pessoas fizessem sempre as mesmas coisas, não violassem leis, dessem bom dia todo dia?

Ia ser chato pra cacete. Uma boa parte da humanidade iria morrer de tédio e outros tantos iriam acabar se matando só para bagunçar o coreto um pouquinho.

Portanto vamos aos fatos um bocado relevantes que acontecem por estes dias.

7 de setembro: o dia do pavor

O Partido dos Trabalhadores está entrando em pânico com a aproximação do 7 de setembro.

Está marcada para todo o Brasil uma série de manifestações.

Dizem os petistas que é contra o governo da presidente Dilma e que, portanto, é coisa de reacionários, dos “canalhas de direita”.

E daí? Não estamos numa democracia? Ou na nossa democracia alguns podem e outros não?

O PT não se esquece do 7 de setembro de 1992, quando as pessoas saíram de preto às ruas para protestar contra o então presidente Collor de Mello.

Foi a gota d’água para a sua queda.

Aquilo foi legal e agora não é mais?

Huuuuuuuuuuuuuuuummmmmmm.

Mães de Maio: que luta é essa?

Tenho deletado sistematicamente gente no meu “círculo de amizade” no Facebook.

São pessoas chatas, reacionárias, de direita, que em algum momento pediram para entrar para o meu círculo, mas paciência tem limites, como se diz por aí.

Nunca havia deletado gente que mais ou menos pensa como eu, embora já tenha sido deletado por muitas delas, irritadas com minhas críticas ao PT e ao amadorismo boboca de quem se diz “progressista” e “de esquerda”.

Mas hoje pela manhã cai fora do grupo “Mães de Maio” – um coletivo criado após o massacre perpetrado pela Polícia Militar depois das escaramuças provocadas pelo PCC, em SP, em meados da primeira década deste século.

Mais ou menos copiando as Madres de Plaza de Mayo (Argentina), as mães brasileiras tentam lutar contra a violência do Estado que penaliza as pessoas das periferias.

Muito justo, mas nem tanto.

Na terça-feira passada cobrei do coletivo uma manifestação sobre o assassinato do líder quilombola paraense, Senhor Lalor, ocorrido na segunda-feira.

Não deram a menor pelota.

Pelo jeito a violência campesina – que atinge índios, quilombolas, sem terra não é o forte do coletivo.

Mas tem manifestação do coletivo defendendo as russas que se beijaram ao fim de uma competição internacional e estão sendo criticadas e criminalizadas no País delas.

Talvez ser politicamente correto seja um dos motes do coletivo.

Ontem, havia, no Facebook, uma postagem das “Mães de Maio” defendendo o atacante corintiano Sheik (o do selinho), afirmando que “corintiano que é corintiano não discrimina”.

Por que “corintiano”? Ser pobre e preto é passaporte para se tornar corintiano?

A discriminação é um “ato natural” das outras torcidas?

Fiz um comentário, dizendo que "corintiano que é corintiano não discrimina, apenas diz que todo são-paulino é bambi” (eu sou são-paulino).  

Não deram a menor pelota.

Caí fora do grupo.

Joaquim Barbosa X Ricardo Lewandowski: aí tem

O melhor do julgamento da AP 470 (“Mensalão do PT”) é o pugilato verbal entre Barbosa e Lewandowski.

Dependendo de quem assista ao entrevero entre os senhores juízes, Barbosa vai de santo a fanfarrão; e Lewandowski de vendido ao PT a guardião das verdades absolutas da justiça.

O papo ainda vai rolar muito por aí.

Mas perdem ambos nesse bate-boca todo.

Só não perde a justiça brasileira que não tem mais o que perder.

Britânica gasta uma fortuna: que estúpida!

Uma britânica está apavorada, pois sua conta de telefone chegou às alturas.

Tudo porque em uma viagem internacional ela passou parte dos dias acessando o Facebook em seu smartfone.

Ela não sabia que isso custava dinheiro, e em tarifa internacional.

Deveria ter arrumado umas parceiras ou uns parceiros e dado umas boas trepadas, ao invés de ficar vendo e escrevendo besteira no Face.

Sabendo que ela foi à escola, se formou em alguma coisa e trabalha numa grande empresa dá para perceber o tamanho da idiotice que tomou conta da população mundial, especialmente nos chamados países do “primeiro mundo“.

A indigência intelectual não encontraria em outro local um retrato mais preciso.

Síria: a delicadeza das armas químicas

O presidente sírio, Bashar al Assad, está sendo acusado de autorizar o uso de armas químicas contra os rebeldes.

Como a acusação está partindo de Israel é sempre bom ficar com os dois pés atrás.

Mas não seria exatamente uma novidade se isso estivesse acontecendo.

O que as potencias internacionais e a ONU vão fazer?

Provavelmente nada, a não ser emitir algumas notinhas insossas de protesto.

Bradley Manning: lado feminino

O soldado norte-americano que vazou bits e mais bits de atrocidades norte-americanas no Afeganistão e Iraque pegou 35 anos de cana, e diz que agora quer nova identidade, pois vai virar mulher.

Será um prato cheio para os reacionários dos EUA e para os chatíssimos de seus humoristas.

Liga não, Manning. Segura a onda aí que cumprido 1/3 de pena você cai fora.

Você já é herói para mais da metade da humanidade.

E agora um duplo herói.

Hosni Mubarak: e não é que o Egito soltou o homem?

A festejadíssima revolução pelas redes sociais deu voltas, deu voltas, ajudou a derrubar um presidente eleito democraticamente, fez os milicos voltarem ao poder e agora quem dá o ar da sua graça é Mubarack, que a tal da Primavera Árabe prometia exterminar.

Nada como um dia após o outro.

Ou como diria Marx, “tudo o que é sólido desmancha na ar”.

EUA: a farsa de Guantánamo

E segue o julgamento-farsa (na invasão dos norte-americanos em Cuba – Guantánamo) de Khalid Sheikh Mohammed, suposto arquiteto dos atentados de 11 de setembro.

Se ele foi mesmo o arquiteto, deveria receber uma medalha. É um gênio fazer dois prédios caírem daquele jeito, quase ao mesmo tempo.

Não poderia, mas Khalid Sheikh Mohammed deu um jeito de pintar a barba de laranja para o julgamento.

Um baita tapa na cara dos norte-americanos.

Outro tapa na cara é que ninguém está dizendo nada durante a farsa-julgamento.

Vão condenar e executar os acusados?

E daí, está dizendo a barba laranja de Khalid Sheikh Mohammed.

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