segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A Rede de Marina cresce e causa calafrios



Embora o caminho ainda seja árduo, a Rede, da ex-petista Marina Silva, está próxima de se viabilizar eleitoralmente.

E isso é um problema. Um problema para o Partido dos Trabalhadores.

Marina anda lá pela casa dos 25% de intenção de voto, já tem apoio de empresários importantes, de artistas famosos e de boa parte da classe média.

Mas isso é de menos.

O pior (para o PT) ainda está por vir: viabilizada, a Rede deve arrastar parte dos evangélicos (Marina é um deles e rubrica parte dos discursos religiosos), e grupos e movimentos sociais de atuação no campo: ambientalistas, índios, quilombolas, gente das comunidades alternativas e das agrovilas.

Leva, ainda, pelo menos parcialmente, militantes do Fora do Eixo, do Mídia Ninja, do MPL, por exemplo.

Ataques furibundos

Não por acaso voltaram a crescer os ataques à Rede e à Marina Silva por parte dos apoiadores do lulopetismo.

Questiona-se, como exatamente está se questionando em alguns blogues da dita esquerda, a origem do dinheiro que está viabilizando a Rede.

Hum.............

E o dinheiro que deu origem ao PT de onde veio mesmo?

Está certo que neste momento a suposta esquerda blogueira está com inúmeras atividades engatilhadas: o ministro Joaquim Barbosa, Aécio Neves, o escândalo do metrô em SP, mas sempre sobram espaço e tempo para se atacar a Rede e Marina Silva, especialmente na medida em que a importância de ambos começa a crescer.

Mas o cenário é mais trágico ainda.

Estima-se que a soma de votos brancos, nulos e de ausentes pode chegar facilmente a 30% ano que vem.

Levando-se em consideração que o Brasil deve ter por volta de 150 milhões de eleitores, isso quer dizer que 45 milhões de brasileiros não vão dar o ar de sua graça no pleito.

Pensando-se que os cerca de 25% de intenções de votos marinista dizem respeito à totalidade do eleitorado (não se considerando, portanto, as defecções de 30%), isso que dizer que a política acreana chega a pelo menos 38 milhões de votos em 2014, num universo de pouco mais de 100 milhões.

Ou seja, quase 40%.

Ou seja, segundo turno na cabeça.

Daí que muita gente está perdendo o sono e os cabelos.

Nesse cenário trágico, só Lula salva o PT.

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