quarta-feira, 17 de julho de 2013

O PT subiu nas tamancas, agora o tombo pode ser fatal



OK! Algumas coisas são óbvias e todos nós sabemos.

Uma delas é que as pessoas mais abastadas deste País – classe média alta, os ricos e os muito ricos, até mesmo boa parte da classe média média – odeiam povo, odeiam pobre; odeiam tudo o que lembre pobreza e seus correlatos.

Não seria do Partido dos Trabalhadores e do trabalhismo em geral que essa gente iria gostar.

Outra, é que o lulopetismo chegou ao seu final – como já analisaram pessoas insuspeitas e bastante capazes.

Mas só essas coisas seriam capazes de levar PT, após 12 anos no poder, a uma surra homérica como parece que irá acontecer ano que vem?

OK! O PT ainda tem a seu favor o fator Lula da Silva, que já fez por aqui coisas que até o diabo duvidava, como as eleições de Dilma (presidência da República) e Haddad (prefeitura de São Paulo).

E conta ainda com uma base de apoio considerável junto às camadas menos abastadas da população brasileira, fartamente beneficiadas pelos programas sociais do governo federal.

A se colocar essa gente a pensar no que perderá com uma eventual derrota do PT nas eleições do ano que vem a lavoura estará a salvo.

Momento ruim

O momento do PT, no entanto, é péssimo.

A pesquisa CNT/MDA divulgada hoje pela manhã foi uma pedrada na cabeça de um ser que já parece moribundo.

Se na pesquisa anterior, a realizada pelo DataFolha, a blogosfera (in)dependente esperneou o quanto pode assim que saíram os números, desta vez ela ficou chapada, se limitando a reproduzir – sem comentar, pelo  menos até agora – a nova queda de Dilma.

O que está pegando?

Duas coisas a partir de hoje começam a incomodar os petistas:

- o índice de intenção de votos em Dilma chega a 33,4%, muito próximo do teto histórico do PT, 30%.

- o percentual daqueles que dizem não votar (de jeito nenhum) em Dilma Rousseff chegou a 44,7%, também muito próximo da marca fatal dos 50%.

A se manter essa numerologia toda, Dilma (se candidata for) pode ir para o segundo turno, mas terá uma grande chance de ser derrotada.

Onde está o nó?

Durante os 8 anos de governo de Lula e do início do governo Dilma, embalado por altos índices de aprovação, o PT cometeu um erro que lhe pode ser fatal em 2014: hostilizou (ideologicamente) o quanto pode as camadas mais abastadas deste País, especialmente a Classe Média.

O troco veio nas ruas, em junho deste ano, e agora aparece nas pesquisas.

Nunca vi nenhum petista falar disso, mas vou especular: o partido contava com o beneplácito especialmente da Classe Média muito em conta dos bons índices de emprego, das bolsas para universidades, das viagens ao exterior e de outros afagos.

“A gente não quer só comida, a gente quer saída para toda parte “.

OK! A Classe Média (sozinha) não elege ninguém, como já se disse neste afalaire outras vezes. Mas ainda influencia, especialmente aquele pobre menos atento que ainda sonha em “subir na vida”.

E não podemos nos esquecer de que a mídia mercantil (Estadão, Veja, Folha, Globo etc. tal) reflete aquilo que a Classe Média quer que ela reflita; afinal, é ela, a Classe Média, a sua mantenedora (mesmo que indiretamente, via consumismo).

Há tempo para a reversão?

Pode ser, mas é preciso mudar muita coisa a partir de hoje, e ainda contar com a boa vontade da base (des)aliada no Congresso Nacional.

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