terça-feira, 23 de julho de 2013

O Galo será campeão amanhã (?), mas a bola está com argentinos e espanhóis



Nem o mais descabelado dos cruzeirenses duvida que o Atlético Mineiro seja campeão da Libertadores amanhã. Não só não duvida como perde sono de pavor de que isso aconteça.

Se isso vai acontecer mesmo é o que veremos amanhã à noite.

Mas a bola mesmo continua com quem estende dela: com os argentinos e com os espanhóis, especialmente com o Barcelona.


O clube catalão acaba de contratar o argentino Gerardo Martino para substituir Tito Vilanova que está sucumbindo ao câncer, depois de passar uma temporada inútil nos EUA.

Do câncer ninguém escapa.

Podemos até morrer de qualquer outra coisa, mas se vivermos muito tempo, mais cedo ou mais tarde o câncer chega: mutatis mutandis. O resto é folclore.

Argentinos e catalães

Tito Vilanova é o quarto técnico argentino do Barça.

Os argentinos estão com tudo no futebol, e não é de hoje.

Os espanhóis que sempre tiveram um futebol, digamos, “vistoso”, copiaram o jeitão histórico de los hermanos tratarem da pelota e andam dominando o futebol mundial há um bocado de tempo.

O maior time do século passado foi o Real Madrid, simplesmente Madrid para os madrilenhos e espanhóis em geral.

Tocava a bola que era uma beleza, e a gente que assistia apenas babava.

O Barça de agora é o Madrid do final dos anos 50, dos anos 60, 70 e vem por aí.

Os espanhóis foram espertos e pegaram dos argentinos o toque de bola, com jogadores agrupados em trios, quadrados e até pentágonos, o que permite tocar a bola com rapidez e precisão.

Nós, os caipirões

Por aqui, pela Terra de Santa Cruz, sempre se disse que o futebol brasileiro mudou a história do futebol no mundo.

Mudou nada. Quem mudou foi o argentino: mudou o futebol da Colômbia, do Peru, do México, da Espanha, da Alemanha; da África, do Oriente Médio e até do Japão, com seus jogadores e técnicos.

O grande barato do futebol brasileiro sempre foram os extraordinários jogadores – em todas as épocas, desde Friedenreich, passando por Zizinho, Pelé e toda prole que se seguiu, quase sempre preta.

Geniais e indisciplinados, mas que deram 5 títulos mundiais ao País e mais uma porção de outros titulozinhos menores.

Gente medíocre como Paulo César Caju, Amarildo, Mazzola fez um baita sucesso na Europa.

Permanecessem por aqui seriam considerados jogadores meia boca. Mais cedo ou mais tarde iriam “disputar banco”.

A mágica brasileira está onde sempre esteve: no indivíduo.

A mágica argentina também está onde sempre esteve: no coletivo, na solidariedade, no Football Association.

Os espanhóis foram espertos e se apropriaram do que lhe oferecia a sua ex-colônia.

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