segunda-feira, 29 de julho de 2013

Lula deve se candidatar mesmo não querendo



Dilma está destruída politicamente. Como ela não é Maluf (a Fênix paulista) e não tem a classe média a seu lado, Dilma não deve se recuperar politicamente mesmo num futuro mais distante. E mesmo que fosse Maluf e fosse simpática à classe média não há tempo hábil para a recuperação de sua imagem até outubro de 2014.

Haddad – outro dos postes eleitos por Lula – também se ferrou com as manifestações de junho (e que seguem e vão seguir ano a fora e ano que vem a dentro).

Estão também fora do cardápio petista – a mais ou menos tempo – os potenciais José Dirceu, Genoíno e João Paulo Cunha pelas razões que todos conhecemos.

O PT não tem um nome para colocar na disputa do ano que vem – a menos que Lula opere mais um de seus costumeiros milagres, mas isso é pouco provável. Não dá tempo.

Não tem tu, vai tu mesmo

Com “uma fome de anteontem” para enfrentar as urnas, ano que vem, sobrou para o PT o manjar dos deuses, com doces portugueses, vinhos franceses e dançarinas muçulmanas: Luís Inácio Lula da Silva.

Quem pode com o homem? Ninguém!

Lula da Silva diz que não quer mais se candidatar.

E não quer mesmo! E foi exatamente por isso que, após muito ponderar e expurgar, Lula da Silva começou a preparar os seus “postes” e elegeu dois.

Tem mais um ainda na fila de espera, o ministro Alexandre Padilha (Saúde), mas que ainda está verdinho e tem pouca bala na agulha, a não ser que o programa Mais Médico venha a ser um sucesso imediato e retumbante – o que é pouco provável.

Por que não, Lula?

Lula não quer mais a presidência, pois o negócio dele hoje é o Instituto Lula e o Fórum São Paulo (que, aliás, começa nesta próxima quarta-feira).

A caminhada de Lula da Silva é uma espécie de reedição melhorada, ampliada e mais sofisticada do Terceiro-Mundismo de meados do século passado.

Trata-se da agudização do confronto Norte-Sul, ou como querem alguns, uma luta de vida e de morte entre Ricos X Pobres.

E isso num momento em que a ricaiada do hemisférico norte não dá conta sequer de pagar as suas contas de luz e água.

Momento mais oportuno não há. E ainda de quebra Lula ganhou como aliado (discreto, é verdade) o papa Francisco.

Lula da Silva esperava que Dilma Rousseff surfasse serena por dois mandatos e ainda garantisse a eleição de seu sucessor ou sucessora.

Isso tudo garantiria liberdade para suas andanças pelo exterior, especialmente agora que Hugo Chaves – que lhe fazia uma sombra danada - escafedeu-se.

Dilma Rousseff estragou tudo com sua insensibilidade e a demora em responder às “vozes da rua”.

E Haddad também pisou no tomate ao ficar passeando por Paris enquanto São Paulo pegava fogo.

Pior: abriu a guarda para o governador Geraldo Alckmin botar os seus cachorros loucos da PM nas ruas no 13 de junho.

O resto é história que todos nós conhecemos.

Pior para a oposição. Lula vem, vê e vence – a menos que se afogue numa tsunami.

Mas alguém já ouviu falar em tsunami em praias brasileiras?

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