sexta-feira, 5 de julho de 2013

Condenação de jornalista também atinge Lula e o PT



A condenação do jornalista e apresentador Paulo Henrique Amorim, da TV Record, “a um ano e oito meses de reclusão, e substituída por pena restritiva de direito a ser ainda definida” (FSP) atinge, mesmo que de raspão, o ex-presidente Lula da Silva e o esquema de defesa do lulopetismo montado na WEB.

Explico: PHA é parte – com seu blog/site Conversa Afiada – do grupo autointitulado independente, que faz defesa ferrenha dos programas do governo federal e oposição sistemática ao PSDB e à mídia mercantil, identificada por eles como PIG – Partido da Imprensa Golpista.

Mais ainda: se não todos, pelo menos boa parte dessa mídia (in)dependente vive a expensas de repasses de verbas federais.

PHA foi enquadrado por crime de "injúria preconceituosa" por atacar o jornalista Heraldo Pereira (TV Globo), a quem se referiu como um "negro de alma branca" e acusou de não ter conseguido  "revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde".

“No ano passado – lembra ainda a Folha -, Amorim teve que se retratar publicamente, em anúncios de jornais, por causa das declarações sobre Heraldo Pereira.”

Preconceito contra nordestinos

A ofensa a Heraldo Pereira, infelizmente, não é a única.

A propósito de atacar o tucano José Serra, o mais longevo dos adversários de Lula da Silva, PHA e o chargista Bessinha criaram a figura do “Padim, Padi Cerra”.

Trata-se de uma ofensa das mais grosseiras contra as crenças religiosas de boa parte dos nordestinos, que têm na figura do padre Cícero Romão Batista um santo de devoção.

Em duas oportunidades escrevi para o blog/site Conversa Afiada reclamando da ofensa aos nordestinos e em nenhuma das vezes, como era de se esperar, minhas mensagens foram publicadas ou levadas em consideração.

Escola de preconceito

Os ataques de PHA aos afrodescendentes (negros) e nordestinos não são os únicos no âmbito da imprensa nacional.

Para ficar com apenas dois casos, cito que na maioria das capas da revista Veja há uma ausência inquietante de não-brancos, isto num País em que a maioria (52%) é não-branca.

Nas raras vezes em que a revista da Abril estampou em suas capas a figura de um afrodescendente o preconceito esteve explicito.

Há alguns anos, Veja estampou em sua capa um garoto negro, morador de uma favela carioca com duas armas nas mãos.

Foi a senha para que a PM fluminense invadisse a favela e praticasse uma de suas corriqueiras carnificinas.

Recentemente o presidente do STF, Joaquim Barbosa, também esteve na capa de Veja, numa alusão nada sutil à expressão preconceituosa “negro de alma branca” usada do PHA.

No final dos anos 90, a propósito de falar a respeito do prestigiado Salão Internacional de Humor de Piracicaba (SP) jornalistas da mesma Folha de São Paulo ofenderam artistas nordestinos que participavam da mostra, a quem identificaram como feios, sujos, cabeludos e outras estupidezes do gênero.

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