sábado, 20 de julho de 2013

As manifestações da semana serão mais organizadas e perigosas



O sociólogo Paulo Baía fez, ontem (está nos jornais de hoje), importantes revelações de como vão proceder os manifestantes na semana que entra, por conta da visita do papa Francisco.

Antes de prosseguir vale notar que os assim chamados pejorativamente “coxinhas” foram colocados de lado, e, se participarem, terão papel secundário nas manifestações.

Disse Paulo Baía: ‘a primeira linha (dos manifestantes) é formada por militantes de esquerda "que acreditam na violência como meio de revolução". A segunda, por funkeiros, skinheads, membros de torcidas organizadas, punks e os Black Blocs. E, por último, criminosos ligados ao tráfico de drogas e à milícia, além de bandidos comuns.’(Folha de São Paulo)

Quem é Paulo Baía?

O sociólogo sofreu “um sequestro-relâmpago nessa sexta-feira (19) quando chegava ao Aterro do Flamengo, zona sul do Rio, para uma caminhada”, (...) “um dia após conceder entrevista ao jornal O Globo, na qual criticou a ação de PMs e apontou grupos que atuam com violência nos protestos.” (FSP)

Ainda segundo o jornal, ‘Baía contou que os homens (que o sequestraram) falaram poucas palavras, mas foram objetivos no que disseram. "Não dê mais entrevistas como a do jornal. Não fale mais sobre a PM do Rio. Se o fizer, será a última entrevista que você dará na vida. O recado está dado. Disseram apenas isso"’, relatou.

"Eram pessoas muito bem treinadas. Eram profissionais, não eram amadores. Mas eu não posso apontar um grupo. A matéria desagradou a muita gente. Desagradou à PM, mas desagradou aos outros grupos também." (FSP).

A tática

Recebi, ontem à tarde, informações importantes a respeito das manifestações da semana que vem.

Não se trata de “coisas” que estão circulando pela internet, mas veio de gente que sabe do que está falando.

No Rio de Janeiro as manifestações estão sendo organizadas por um político tradicional do Estado. Não vale o risco de divulgar o nome do político, não por receio de algum tipo de processo, mas porque me aparece que não apenas ele esteja envolvido na “iniciativa”.

A estratégia das manifestações bate com o relatado por Paulo Baía.

Em São Paulo, as manifestações ficarão por conta do PCC, infiltrado nas comunidades mais carentes da grande São Paulo e do Vale do Paraíba.

Não se tem noticias, ainda, do que pode ocorrer em outros Estados, até porque o papa Francisco visitará apenas RJ e SP.

Resta saber como as áreas de inteligência das polícias civil e militar (Estados) e da Polícia Federal estão tratando do assunto.

Seja como for, uma eventual perda de controle dos manifestantes vai custar caro aos governadores fluminense e paulista, e mais ainda à presidente Dilma Rousseff – afinal, trata-se de uma visita oficial, de um chefe de Estado.

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